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sábado, 28 de janeiro de 2012

A Origem da ONU - Parte I

Governo mundial: realidade ou mito?

O Governo Mundial não é uma ameaça: é uma realidade; já está instalado e em pleno funcionamento. O que ocorre é que quem está submerso no processo não percebe, tal como Maria Antonieta que, ao mandar o povo comer brioches já estava quase sem cabeça e não sabia de nada! Quem tem autoridade moral – e logo, logo, militar – sobre todo o mundo hoje em dia? Quem dita as normas de conduta ética? Quem tem o poder de guerra e de paz? Não é a Organização das Nações Unidas?


Estamos acostumados a tomar como certo tudo que a ONU diz e determina. Suas estatísticas são incontestáveis. Suas recomendações são ordens. Tudo que de lá vem é bom, por princípio! Pois não é lá que se defende a paz e a harmonia entre os homens? Uma espécie de deus de uma religião pagã? Seus funcionários se metem em tudo através das diversas ‘agências’ – sofisma que será empregado até poderem usar o nome verdadeiro: Ministérios Mundiais! A burocracia já atingiu níveis nunca alcançados em nenhum outro lugar, nem mesmo na URSS. Recomendo darem uma olhada em http://www.unsystem.org/ para verificarem o grau com que estamos aprisionados à ela. São mais de 130 agências, comissões, sub-comissões, delegacias, inspetorias, etc., das quais conhecemos uma parte ínfima mas pelas quais já se pode perceber o tremendo poder de que dispõem.


É a UNESCO que determina os currículos do mundo inteiro (ver meu True Lies para saber a origem dos mesmos). É a OMS que diz o que podemos comer, como devemos cuidar de nosso corpo e mente, que medidas sanitárias devemos usar. A OMC determina como deve ser o comércio mundial. A AIEA determina quem pode ter armas nucleares. A UNICEF estabelece as categorias nas quais temos que cuidar de nossos filhos, quantos devemos ter. A FAO distribui os plantios agrícolas. O complexo bancário FMI/BANCO MUNDIAL/BID decide quais países serão economicamente viáveis, quais devem falir (como fizeram com a Argentina após a Guerra das Malvinas/Falklands, no que Estulin está absolutamente correto). São tantas as ‘agências/ministérios’ que nem sei quem determina a falácia chamada IDH – Índice de Desenvolvimento Humano.




Da mesma forma que a campanha contra o fumo foi um teste bem sucedido, como denuncia Estulin, para medir o grau de sujeição hipnótica da população mundial, a campanha do desarmamento também o é. A absurda aversão ao cigarro e aos fumantes prova que uma propaganda subliminar bem feita é capaz de converter facilmente milhões em robôs ou cães de Pavlov: toca a campainha os cães salivam, acenda um cigarro e os robôs se enchem de indignação! Ninguém se espante se algum dia a OMS disser que andar de quatro faz bem para a coluna, aumente exponencialmente o número de quadrúpedes na Terra, todos alegrinhos com as ‘melhoras’ obtidas.


A mesma coisa se esperava da campanha pelo desarmamento. Como tudo na ONU passa necessariamente pelo Conselho de Segurança, como é que alguém pode acreditar que o desarmamento interessa à ONU se os cinco Membros Permanentes, com direito de veto, são os cinco maiores produtores e exportadores de armas do mundo? Ingenuidade tem limite, a partir do qual é burrice! A prevista oposição dos EUA permite aos demais votarem tranqüilos contra seus próprios interesses econômicos pois sabem que a culpa recairá, como sempre nos malvados EUA fazedores de guerra. Mas os EUA não são inocentes! O que impede seu governo de votar a favor e fingir-se de bonzinho é algo que tem mais de 200 anos: a Segunda Emenda à Constituição – e é dificílimo emendar a Constituição – e o poderoso lobby da NRA, National Rifle Association. A campanha anti-fumo começou pelos EUA, povo extremamente preocupado com a saúde; a do desarmamento pelo Brasil, possivelmente por ser considerado um povo atrasado, governado por paus mandados da ONU e fácil de convencer. Mas não contavam com o fato de que há vida inteligente por aqui capaz de organizar uma eficiente campanha para se descolar da pecha de defensores das armas em si, e se mostrar defensores do direito do cidadão à sua defesa e de sua família. A organização Pela Legítima Defesa, a APADDI-ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE DEFESA DOS DIREITOS E DAS LIBERDADES INDIVIDUAIS, e a ONG Viva Brasil conseguiram reverter uma derrota certa em acachapante vitória.


A MISTIFICAÇÃO HIPNÓTICA


Criada dos escombros de uma das mais sangrentas guerras da história humana por uma população exausta ansiando por paz após seis anos de matanças, a ONU teve as condições propícias para já nascer hipnótica: as pessoas queriam se convencer de que a paz eterna é possível se criado um mecanismo internacional de diálogo entre as nações. Aí fica fácil iludir todo mundo, pois esta é a única condição sine qua non para o hipnotismo: o paciente desejá-lo. Mesmo seu inspirador não tendo as qualificações adequadas para defensor da paz: Josef Stalin, o segundo maior carniceiro da história só perdendo para seu dileto discípulo Mao Zedong. A organização já nasceu fruto da mentira pois um dos países fundadores, a URSS, jamais pretendeu respeitar a Declaração dos Direitos do Homem que cinicamente aprovava. Com o nascimento da ONU nascia simultaneamente a assimetria entre o tratamento dado às Nações: enquanto as democracias passaram a ser cobradas permanentemente pelo respeito aos direitos humanos, as ditaduras comunistas defendiam para si o hipócrita ‘princípio da autodeterminação dos povos e da não interferência em assuntos internos’. Hoje o Islã faz exatamente a mesma coisa!


É impressionante como pessoas que se dizem céticas, não acreditam, p.ex., em pesquisas eleitorais que em algum tempo se encontrarão com a realidade dos votos e serão desmascaradas se erradas, ao mesmo tempo têm uma fé cega nas estatísticas da ONU e tudo que vem de lá. Quem checa as estatísticas da ONU? Quem pode refutá-las e desmascará-las? Isto é impossível – seria necessário uma organização de igual tamanho. Acredita-se na autenticidade delas por quê? Fé? Dados que não podem ser refutados podem ser fraudados no sentido de atingir seus fins de dominação mundial.


Não é sem base que desconfio pois existe um sem-número de falsidades envolvendo esta organização, além das já apontadas. A começar pelo seu objetivo: supostamente, a paz. Seu belo símbolo – um globo terrestre branco sobre fundo azul celeste – convida à paz e à tranqüilidade. Mas a pomba branca da paz mais ainda e poucos sabem que foi encomendada por Stalin a Picasso, que além de oportunista era comunista – para hipnotizar o Ocidente com suas intenções ‘pacíficas’ e espalhar a crença de que os países comunistas, onde se matava oficialmente por qualquer vintém, eram os ‘povos amantes da paz’ em oposição aos países capitalistas, cruéis fazedores de guerras.


A ONU não quer a paz, é pura lorota! Quer é a guerra; quanto mais guerra mais justifica sua necessidade e mais se apresenta como a única solução. Se acabarem-se as guerras, acaba a ONU! Alguém acredita que interessa aos médicos acabar com todas as doenças e ficar desempregados? Ou que interessa aos advogados fazerem leis simples que todos entendam e possam se defender sozinhos? Claro que não, mas a grande maioria acredita que a ONU quer a paz – e sua conseqüente auto-extinção! Para não ir muito longe leio aqui mesmo no Mídia Sem Máscara um artigo de Caroline Glick em que ela diz que o Hezbollah e seus aliados ganharam o último round do conflito com Israel. Pode até ser que no plano tático sim, mas no plano estratégico de longo prazo só a ONU saiu ganhando com o aumento dos efetivos da UNIFIL para supervisionar o re-armamento do Hezbollah, novos foguetes sobre Israel, nova reação ‘desproporcional’, novo cessar-fogo, nova Resolução e mais capacetes azuis! Perdem Israel, Hezbollah, Líbano, Síria e Irã.


Para os donos do mundo que usam a ONU como instrumento não interessa a mínima ganhos táticos nem se importam com número de mortos, feridos, crianças, velhos; só interessa a estratégia de longo prazo de domínio mundial.Perde principalmente os EUA, a única potência que poderia enfrentar a ONU simplesmente se retirando, parando de subsidiá-la e a expulsando das margens do East River! Quando Bush atacou o Iraque contrariando as decisões do Conselho de Segurança, deu o primeiro passo do que acreditei seria a desmoralização total da ONU. Mas não prosseguiu, apesar de ter nomeado John Bolton como Embaixador, que é um dos poucos que sabe realmente o que é a ONU. É a última esperança.

(*) Heitor De Paola
O autor é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e ex-Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, Membro do Board of Directors da Drug Watch International, e Diretor Cultural do Farol da Democracia Representativa (www.faroldademocracia.org). Possui trabalhos nas áreas de psicanálise e comentários políticos publicados no Brasil e exterior. E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Pedro Foi O Primeiro Papa?

COMO O CABEÇA DA Igreja Católica Romana esta o papa de Roma. Este homem”de acordo com a doutrina católica”e o cabeça da igreja e sucessor do apostolo Pedro. De acordo com esta crença, Cristo apontou Pedro como o primeiro papa, que por sua vez veio para Roma e serviu neste cargo durante vinte e cinco anos. Começando com Pedro, a igreja católica reclama uma sucessão de papas que continuou ate nossos dias. Esta e uma parte muito importante da doutrina católico-romana. Mas, as Escrituras ensinam que Cristo ordenou UM homem para estar acima de todos os outros em sua igreja? Podemos encontrar qualquer autoridade escriturística para o oficio de um papa, um supremo pontífice? Os cristãos primitivos reconheciam a Pedro como tal?

Ao contrario, as Escrituras mostram claramente que deveria haver uma igualdade entre os membros da igreja e que CRISTO "e o cabeça da igreja" (Ef. 5:23), não o papa!

Tiago e João vieram certa vez a Jesus perguntando se um deles se sentaria a sua mão direita e o outro a sua esquerda no reino. (Nos reinos orientais, os dois principais ministros de Estado, com a autoridade somente abaixo da do rei, tinham essas posições.) Se o reclamo católico-romano e verdadeiro, parece que Jesus teria explicado que daria o lugar da direita para Pedro e não criaria nenhuma vaga para a esquerda! Mas, ao contrario, eis a resposta de Jesus: "Vos sabeis que os príncipes dos gentios exercem domínio sobre eles, e aqueles que são grandes exercem domínio sobre eles, mas não sera assim entre vos" (Mc. 10:35-43).

Nesta frase, Jesus afirmou claramente que nenhum deles deveria ser um dominador sobre os outros. Em lugar disto, ele ensinou uma igualdade”negando claramente os princípios que estão envolvidos em ter um papa regendo toda a igreja como o Bispo dos bispos!

Jesus ensinou mais tarde o conceito de igualdade, advertindo os discípulos contra o uso de títulos lisonjeiros tais como "pai" (a palavra "papa" significa pai), Rabi, ou Mestre. "Pois um só e vosso Mestre, Cristo' disse ele, "e vos todos sois irmãos" (Mt. 23:4-10). A ideia de que um deles era para ser exaltado a posição de papa esta em flagrante contradição com esta passagem.

Mas, os católicos romanos sao ensinados que Pedro recebeu uma posição tao superior, que a igreja inteira foi edificada sobre ele! O versiculo que e usado para apoiar esta posição e Mateus 16:18 "E eu te digo que tu es Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; e as portas do inferno não prevalecerao contra ela."

Se tomarmos este versículo em seu contexto, contudo, podemos ver que a igreja nao foi edificada sobre Pedro, mas sobre CRISTO. Nos versículos que vem um pouco antes, Jesus perguntou aos discipulos quem os homens estavam dizendo que ele era. Alguns diziam que ele era João Batista, outros Elias; outros pensavam que ele era Jeremias ou um dos profetas. Em seguida, Jesus perguntou: "Mas vos, quem dizeis que eu sou?" A isto Pedro replicou: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" Em seguida foi que Jesus disse, ''Tu és Pedro (petra - uma pedra, uma rocha), e sobre esta pedra (petra”uma massa de rocha”a grande rocha de fundação da verdade que Pedro havia pouco expressara) edificarei a minha igreja" A rocha sobre a qual a verdadeira igreja deveria ser edificada estava ligada a declaração de Pedro - "Tu és o Cristo" e assim o verdadeiro fundamento sobre o qual a igreja estava edificada era Cristo mesmo, não Pedro.

O próprio Pedro declarou que Cristo era a rochafundamental (I Pedro 2:4-8). Ele falou de Cristo como "a pedra que os edificadores rejeitaram...e não ha salvasao em nenhum outro" (Atos 4:11,12). A igreja foi edificada sobre Cristo. Ele e o verdadeiro fundamento e não existe qualquer outro: "Porque ninguem pode por outro fundamento, alem do que já esta posto, o qual e Jesus Cristo" (I Cor. 3:11.)

Quando Jesus falou de edificar sua igreja sobre uma rocha, os discípulos nao entenderam isto como significando que ele estava exaltando Pedro para ser o papa deles, pois dois capítulos depois eles perguntaram a Jesus quem era o MAIOR Mat. 18:1). Se Jesus tivesse ensinado que Pedro era aquele sobre quem a igreja estava para ser edificada”se este versículo provasse que Pedro ia ser papa”os discipulos teriam sabido automaticamente quem era o maior entre eles!

Realmente, não foi ate o tempo de Calixto, que foi bispo de Roma de 218 a 223, que Mateus 16:18 foi usado em uma tentativa de provar que a igreja fora edificada sobre Pedro e que o bispo de Roma era seu sucessor.

Se observarmos Pedro bem de perto nas Escrituras, torna-se aparente que Pedro nfio foi de jeito nenhum um papa!

1. Pedro era casado. O fato que Pedro era um homem casado não se harmoniza com a posicao católica que o papa deve ser solteiro. As Escrituras nos dizem que a sogra de Pedro foi curada de uma febre (Mat. 8:14). E claro que nfio podia haver uma "mfie da esposa de Pedro", se Pedro nfio tivesse uma esposa! Ate mesmo anos mais tarde Paulo fez uma declaração que mostra que os apostolos tinham esposas”incluindo Cefas (I Cor. 9:5). Cefas era o nome aramaico de Pedro (João 1:42).

2. Pedro não permitiria que homens se curvassem diante dele. Quando Pedro entrou na casa de Cornélio, "Cornelio saiu a recebelo, e, prostrando-se a seus pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem" (Atos 10:25,26.) Isto foi muito diferente do que um papa teria dito, pois homens se prostram diante do papa.

3. Pedro não colocou a tradicao no mesmo nivel da Palavra de Deus. Ao contrario, Pedro tinha pouca fé em "tradições dos vossos pais" (I Pedro 1: 18). Seu sermfio no dia de Pentecostes foi cheio da Palavra, não de-tradições dos homens. Quando o povo perguntou o que deveria fazer para consertar-se com Deus, Pedro não disse a eles que derramassem agua ou borrifasse agua sobre eles. Em lugar disto, ele disse: "Arrependei-vos e sede batizados no nome de Jesus Cristo para a remissão dos pecados, e recebereis o dom do Espirito Santo" (Atos 2:38).

4. Pedro não foi um papa, pois nfio usou coroa. Pedro mesmo explicou que quando o Sumo Pastor aparecer, então "receberemos a incorruptivel coroa de gloria (I Pedro 5:4). Uma vez que Cristo ainda não apareceu novamente, a coroa que o papa usa nao foi colocada sobre ele por Cristo. Resumindo, Pedro jamais agiu como um papa, nem se vestiu como um papa, jamais falou como um papa, jamais escreveu co^ino um papa, e as pessoas não se aproximavam dele como se ele fosse um papa!

Com toda a probabilidade, nos primeiros dias primitivos da igreja, Pedro realmente ocupou a mais proeminente posieao entre os apóstolos. Foi Pedro que pregou o primeiro sermfio depois do derramamento do Espirito Santo no Pentecostes e 3.000 foram acrescentados ao Senhor. Mais tarde, foi Pedro que primeiro levou o evangelho aos gentios. Sempre que encontramos uma lista dos doze apóstolos na Biblia, o nome de Pedro e sempre mencionado em primeiro lugar (Mat. 10:2; Me. 3:16; Le. 6:14; Atos 1:13). Mas nada disto”nem mesmo por um forte esforço de imaginacfio”indicaria que Pedro foi o papa ou o Bispo dos bispos universal!

Enquanto Pedro aparentemente desempenhava o papel mais destacado entre os apóstolos, bem no principio, mais tarde PAULO parece ter tido o ministério mais importante. Como escritor do Novo Testamento, por exemplo, Paulo escreveu 100 capítulos com 2.325 versiculos, enquanto Pedro escreveu apenas 8 capítulos com 166 versículos.

Paulo falou de Pedro, Tiago e João como colunas da igreja cristfi (Gal. 2: 9). Nao obstante, ele podia dizer, "Em NADA sou inferior aos mais excelentes apostolos" (II Cor. 12:11). Mas, se Pedro tivesse sido o supremo pontífice, o papa, entfio certamente Paulo teria sido de algum modo inferior a ele. Em Gálatas 2:11, lemos que Paulo repreendeu a Pedro "porque ele era repreensivel", um palavreado que parece estranho, se Pedro fosse visto eomo um papa "infalível"!

Paulo foi chamado "o apostolo dos gentios" (Romanos 11:13), enquanto que o ministério de Pedro foi primordialmente para os judeus (Gal. 2:7-9). Este fato”em si mesmo”pareceria suficiente para mostrar que Pedro nao era o bispo de ROMA, pois Roma era uma cidade gentilica (cf. Atos 18:2). Tudo isto e altamente significativo quando consideramos que toda a estrutura do Catolicismo Romano esta baseada no reclamo que Pedro foi o primeiro bispo de Roma!

Não existe qualquer prova, biblicamente falando, que Pedro ate mesmo se aproximou de Roma! O Novo Testamento nos diz que ele foi para Antioquia, Samaria, Jope, Cesareia, e outros lugares, mas não para Roma! Esta e umaestranha omissfio, especialmente porque Roma era considerada eidade mais importante do mundo!

A The Catholic Enqyclopedia (verbete, "Pedro") indiea que apareeeu uma tradicao, mais ou menos no século tereeiro, eom a erenea que Pedro foi bispo de Roma durante vinte e cineo anos”estes anos sendo (como Jeronimo acreditava) de 42 ate 67 A.D. Mas este ponto de vista não existe sem problemas distintos. Em torno do ano de 44, Pedro estava no concilio de Jerusalém (Atos 15). Em torno de 53, Paulo encontrou-se com ele em Antioquia (Gal. 2:11). Em torno de 58, Paulo escreveu sua carta para os cristfios em Roma, na qual ele enviou saudações para vinte e sete pessoas, porem jamais mencionou Pedro. Imagine um missionário escrevendo para uma igreja e cumprimentando vinte e sete membros pelo nome, porem jamais mencionando o pastor!

A fotografia que se segue mostra uma estatua. supostamente de Pedro, que esta localizada na Basílica de Sao Pedro em Roma. Eu testemunhei longas filas de pessoas esperando para passar diante dela e beijar seus pés. 

Constantino e a Cruz


"Porque o rei de babilônia parará na encruzilhada,
no cimo dos dois caminhos, para fazer adivinhações;
aguçará as suas flechas, consultará as imagens, atentará para o fígado."
Ezequiel 21:21


UM FATOR DESTACADO QUE contribuiu para a adoração da imagem da cruz dentro da igreja romanista foi a famosa “visão da cruz" e subsequente “conversão” de Constantino. Quando ele e seus soldados se aproximaram de Roma, estavam prestes a enfrentar o que é conhecido como a Batalha da Ponte de Milvian. De acordo com o costume do tempo, os haruspícios (aqueles que empregavam adivinhação por meios como ler as entranhas de animias de sacrifício) eram chamados para darem conselhos. (O uso de adivinhações antes das batalhas também era praticado pelo rei de Babilônia: “Porque o rei de Babilônia parará na encruzilhada, no cimo dos dois caminhos para fazer adivinhações: aguçará as suas frechas, consultará os terafins, atentando nas entranhas.” - (Ezequiel 2l: 2l.) No caso de Constantino, ele foi dito que os deuses não viriam em sua ajuda, que ele sofreria derrota na batalha. Mas, então, em uma visão ou sonho, como ele relatou mais tarde, apareceu uma cruz para ele e as palavras, “Neste sinal conquistarás” No dia seguinte - 28 de outubro de 312 - ele avançou por trás de um estandarte com a figura de uma cruz. Ele foi vitorioso naquela batalha, venceu seu rival, e professou conversão. É claro que tal aparente vitória para a cristandade teve muito a ver com o uso posterior da cruz na igreja romanista.

Admite-se por toda parte, contudo, que a visão de Constantino da cruz provavelmente não é historicamente verdadeira. A única autoridade de quem a história foi compilada pelos historiadores é Eusébio, que confessadamente era propenso ã auto-exaltação e foi acusado de “falsificador da Histórial' Mas, se Constantino teve tal visão, poderemos supor que o autor dessa visão foi Jesus Cristo? O Príncipe da Paz instruiria um imperador pagão a fazer uma bandeira militar com o sinal da cruz e sair conquistando e matando sob aquele sinal?

O Império Romano (do qual Constantino tornou-se o cabeça) tem sido descrito nas Escrituras como uma “besta". Daniel viu quatro bestas que representavam quatro impérios mundiais - Babilônia (um leão), a Medo-Pérsia (um urso), a Grécia (um leopardo), e Roma. A quarta besta, o Império Romano, era tão horrível que foi simbolizada por uma besta que não parecia com qualquer outra (Daniel 7:l-8). Não vemos qualquer razão para supormos que Cristo diria a Constantino para conquistar com o sinal da cruz, o posterior sistema da besta de Roma!

Mas, se a visão não era de Deus, como podemos explicar a conversão de Constantino? Realmente, sua conversão é para ser seriamente questionada. Muito embora ela tivesse muito que ver com o estabelecimento de cenas doutrinas e costumes dentro da igreja, os fatos mostram plenamente que ele não foi verdadeiramente convertido - não no sentido bíblico da palavra. Os historiadores admitem que sua conversão foi “nominal, até mesmo dentro de padrões contemporãneos."

Provavelmente a indicação mais óbvia de que ele não foi realmente convertido pode ser vista no fato que, após sua conversão, ele cometeu vários assassinatos - incluindo o assassinato de sua própria esposa e filho! De acordo com a Bíblia “nenhum assassino tem a vida eterna habitando nele" (l João 3:15). O primeiro casamento de Constantino foi com Minervina, com quem teve um filho chamado Crispo. Sua segunda esposa, Fausta, deu-lhe três filhas e três filhos. Crispo tornou-se um soldado de destaque e ajudava seu pai. Ainda assim, em 326 - logo após dirigir o Concílio de Nicéia - ele condenou seu filho à morte. A história é que Crispo teve relações sexuais com Fausta. Pelo menos esta foi a acusação de Fausta. Mas este deve ter sido seu método de tirá-lo do caminho, de modo que um dos seus filhos pudesse reclamar o trono! A mãe de Constantino, contudo, persuadiu-o que sua esposa tinha “se entregado ao seu filhof' Constantino fez Fausta ser afogada até a morte em um banho super aquecido. Mais ou menos nesse mesmo tempo ele mandou açoitar o filho de sua irmã até a morte e mandou estrangular o marido dela - mesmo depois de ter prometido que pouparia sua vida.

Estas coisas são resumidas nas seguintes palavras da “The Catholic Encyclopedia: “Mesmo depois de sua conversão ele mandou executar seu cunhado Licínio, e o filho dele, como também Crispo, seu próprio filho do seu primeiro casamento, e sua esposa
Fausta...Após ler estas crueldades é difícil acreditar que o mesmo imperador pudesse às vezes ter impulsos calmos e ternos; mas a natureza humana é cheia de contradições.”

Constantino realmente concedeu numerosos favores aos cristãos, aboliu a morte por crucificação, e as perseguições que haviam se tornado tão cruéis em Roma, cessaram. Mas ele tomou estas decisões partindo puramente de convicções cristãs ou teve motivos políticos para agir assim? A The Catholic Encyclopedia diz: “Alguns
bispos, cegos pelo esplendor da corte, foram muito longe até ao ponto de louvarem o imperador como um anjo de Deus, como um ser sagrado, e profetizarem que ele reinaria, semelhante ao Filho de Deus, nos céus. Tem sido afirmado consequentemente que Constantino favoreceu o cristianismo meramente por motivos políticos, e ele tem sido olhado como um déspota iluminado que fez uso da religião para fazer avançar sua politica."

Tal foi a conclusão do notável historiador Durant com relação a Constantino. “Foi sua conversão sincera - foi ela um ato de crença religiosa ou um consumado golpe de sabedoria politica? Provavelmente a última... . Ele raramente se adaptou às exigências cerimoniais da adoração cristã. Suas cartas aos bispos cristãos tornou claro que ele pouco ligava para as diferenças teológicas que agitavam o cristianismo - embora estivesse desejoso de suprimir as divisões, no interesse da unidade imperial. Por todo o seu reino ele tratava os bispos como seus ajudantes politicos; ele os convocava, presidia seus concílios, e concordava em reforçar qualquer opinião que sua maioria formulasse. Um crente verdadeiro teria sido um cristão em primeiro lugar e um estadistas em segundo; com Constantino foi o contrário. O cristianismo era para ele um meio, não um fim."

As perseguições não destruíram a fé cristã. Constantino sabia disto. Em lugar do império estar constantemente dividido – com os pagãos em conflito com os cristãos - por que não tomar as medidas necessárias para misturar o paganismo e o cristianismo, colocando-os juntos, raciocinou ele, e assim trazer uma força unida para o império? Havia semelhanças entre os dois sistemas religiosos. Mesmo o simbolo da cruz não era um fator divisório, pois por este tempo estava em uso por cristãos e “para o adorador de Mitra, nas forças de Constantino, a cruz não podia trazer qualquer ofensa, pois há muito tempo que eles combatiam trazendo nas mãos um pavilhão com a cruz iluminada do mitraísmo?”

O cristianismo de Constantino era uma mistura. Embora ele tivesse sua estátua removida dos templos pagãos e tivesse renunciado ao oferecimento de sacrifícios para si mesmo, mesmo assim as pessoas continuavam a falar da divindade do imperador. Como pontiftce máximo ele continuou a frequentar os cultos pagãos e proteger seus direitos. Na dedicação de Constantinopla em 330 foi usado um cerimonial que era meio pagão e meio cristão. A carruagem do deus-sol foi estabelecida na praça do mercado e sobre ela estava a cruz de Cristo. Moedas feitas por Constantino apresentavam a cruz, mas também representações de Marte e de Apolo. Enquanto professava ser um cristão, ele continuava a acreditar em fórmulas mágicas pagãs para a proteção das colheitas e a cura de enfermidades. Todas estas coisas são indicadas na “The Catholic Encyc!opedia."1 Ainda assim, o conceito pelo qual a Igreja Católica Romana desenvolveu-se e cresceu - o conceito de misturar paganismo e cristianismo como uma forca unida - está claramente ligado a Constantino e os anos que seguiram, nos quais a igreja tornou-se rica e aumentada em bens.

Uma história que grandemente influenciou a adoração da cruz dentro da igreja romanista - muito mais do que aquela da visão de Constantino - centralizava-se em torno de sua mãe Helena. Quando com quase oito anos de idade, ela fez uma peregrinação a Jerusalém, a lenda diz que ela encontrou três cruzes enterradas ali - uma, a cruz de Cristo e as outras duas aquelas sobre as quais os ladrões foram crucificados. A cruz de Cristo foi identificada porque operava milagres de cura, por sugestão de Macários, bispo de Jerusalém, enquanto as outras duas não os operavam.

Diz um artigo na The Catholic Encyclopedia,“Uma porção da Verdadeira Cruz permaneceu em Jerusalém, encerrada em um reIicário de ouro; o restante, com os cravos, deve ter sido enviado para Constantino...Um dos cravos foi pregado no elmo do imperador, e outro na campainha do seu cavalo, fazendo cumprir, de acordo com muitos dos Pais, o que tinha sido escrito por Zacarias o Profeta: “Naquele dia se gravará sobre as campainhas dos cavalos: SANTIDADE AO SENHOR" (Zac. l4:20)"!I Este mesmo artigo, enquanto tenta conservar os ensinamentos gerais da igreja concernentes à cruz, admite que as histórias a respeito da descoberta da cruz variam e a tradição (que realmente desenvolveu-se anos mais tarde) pode ser bastante baseada nas lendas.

Que Helena visitou Jerusalém em 326, parece historicamente correto. Mas, a história de sua descoberta da cruz não apareceu até 440 - cerca de ll4 anos mais tarde! A idéia de que a cruz original estaria ainda em Jerusalém, quase 300 anos após a crucificação, parece muito duvidosa. Ao lado disto, as leis entre os judeus exigiam que as cruzes fossem queimadas após serem usadas para a crucificação.”

O que sucederia se alguém em nossos dias encontrasse a verdadeira cruz de Cristo e pudesse provar que era ela mesma? lsto seria de grande interesse, é claro; mas, haveria qualquer virtude naquele pedaço de madeira? Não, pois a cruz já serviu seu propósito, como o fez a serpente de bronze de Moisés. Relembramos que “Moisés fez uma serpente de bronze. e colocou-a sobre um poste, e aconteceu que, se uma serpente mordesse qualquer homem, ao olhar a serpente de bronze, ele viveria" (Números 21 :9). Levantar a serpente no deserto foi um tipo da maneira como Cristo foi levantado na morte (João 3:15). Mas, após a serpente de bronze ter servido seu
propósito. os israelitas a conservaram e fizeram dela um idolo! Assim sendo, séculos mais tarde, Ezequias “fez o que era reto aos olhos do Senhor. ..ele removeu os lugares altos, e quebrou as imagens e cortou os bosques, e fez em pedaços a serpente de bronze que Moisés tinha feito: pois até aqueles dias os filhos de Israel queimavam incenso para ela” (II Reis l8:l-4). Ezequias fez o que era “reto” - não somente destruindo ídolos pagãos - mas até mesmo aquele que Deus havia ordenado, pois já havia servido seu propósito original e agora estava sendo usada de maneira supersticiosa. Nesta mesma base, se a cruz original ainda estivesse em existência, não haveria qualquer razão para estabelecê-la como um objeto de adoração. E se não poderia haver qualquer poder na cruz original, quanto mais em um simples pedaço de madeira feito à sua semelhança?

Assim como os egípcios pagãos tinham erigido obeliscos, não somente como um símbolo do seu deus, mas em alguns casos a própria imagem era acreditada como possuindo poder sobrenatural, assim também alguns passaram a olhar a cruz da mesma maneira. Não havia ela ajudado Constantino na Batalha da Ponte de Milvian? A cruz por acaso não operou milagres para Helena? Ela veio a ser olhada como uma imagem que podia afugentar maus espíritos. Era usada como um talismã. Era colocada no topo das torres das igrejas para afugentar os raios, enquanto que, por causa de sua alta posição, era a própria coisa que atraía os raios! O uso da cruz em lares particulares era visto como algo que evitaria problemas e doenças. Muitos pedaços de madeira - supostamente pedaços da cruz “original” - foram vendidos e trocados como protetores ou talismãs.

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