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segunda-feira, 14 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
CRISTIANISMO, JUDAÍSMO MESSIÂNICO E JUDAÍSMO NAZARENO - PARTE I
Por Sha’ul Bentsion(Baseado parcialmente em estudo do Rav. Moshe Koniuchowsky)
I – OBJETIVO
Como muitos em nosso meio possuem interesse sobre o movimento de restauração da féoriginal, mas pouco conhecem a respeito de Judaísmo Messiânico e menos ainda a respeito de Judaísmo Nazareno, resolvi fazer este pequeno estudo comparando as diferentes posições teológicas do Cristianismo, Judaísmo Messiânico e Judaísmo Nazareno. O objetivo não é discriminar crença alguma, mesmo quando discordamos dela, mas sim que possamos entender um pouco melhor até onde somos iguais, e até onde somos diferentes, e porque.
II – CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Muitos estão sempre prontos a criticar qualquer estudo que use de generalizações. Contudo, a generalização é absolutamente necessária para que possamos entender os movimentos. Sabemos que sempre haverá grupos que fugirão ao padrão aqui descrito, porém é impossível relatarmos todas as possíveis e imagináveis crenças de cada grupo. Para efeito deste estudo, utilizamos os seguintes padrões: Entendemos como “padrão” para o Cristianismo o Protestantismo clássico da Reforma. Para o Judaísmo Messiânicos, tomamos como padrão a “MJAA” (Messianic Jewish Alliance of America). Para o Judaísmo Nazareno, tomamos como padrão a “UNJS” (Union of Nazarene Jewish Synagogues). Reconhecemos que ha já variações mesmo dentro de cada movimento, e algumas destas variações mais relevantesforam mencionadas. Porém é impossível aqui relatarmos todas elas.
III – ESTUDO COMPARATIVO1 - A “IGREJA”
- O Judaísmo Messiânico vê a “Igreja” como uma entidade distinta do “povo de Israel” (i.e. os judeus) e predominantemente “gentílica”. Ambos formariam o “corpo do Messias”, mas permaneceriam distindos e sempre haveria esta distinção pelo menos aqui na terra. Em alguns casos, até mesmo a separação entre congregações e serviços judaicos e gentílicos chega a ser encorajada.
- O Cristianismo vê a “Igreja” como uma entidade que substitui a Israel. Chama-a, embora sem base bíblica alguma, de “Israel Espiritual”. Os judeus que creem no messias teriam se“convertido” e agora fariam parte desta “Igreja” (que, naturalmente, também possui predominância “gentílica”).
- O Judaísmo Nazareno diz que não existe uma entidade chamada “Igreja” separada de Israel,que sempre foi e sempre será o povo da aliança. De acordo com o Judaísmo Nazareno, não existe “a Igreja” como na concepção cristã. O corpo do Messias sempre foi e sempre será Israel, composta predominantemente de judeus e efraimitas (remanescentes das 10 tribos agora restaurados) que amam e seguem a D-us, juntamente com aqueles que se convertem a Israel (vide o caso de Rute e Raabe). Esta é a “Assembléia/Congregação” de Yeshua. A“Assembléia/Congregação” é uma, a mesma de sempre.
2 – CRENTES “GENTIOS”
- O Judaísmo Messiânico entende que, de um modo geral, os “gentios salvos” como não sendo israelitas, não tendo sangue israelita algum, e não tendo nenhum argumento legítimo de descender fisicamente dos patriarcas Avraham, Yitschak e Ya’akov. Crêem que os “gentiossalvos” que alegam descender fisicamente de judeus ou têm algum sangue judeu, ou então vivendo um engano. A idéia de que um crente não-judeu possa ser um israelita não-judeu (isto é, descendente das demais tribos) é vista como sendo errônea.
- O Cristianismo por sua vez normalmente crê numa distinção (inexistente biblicamente) entre“judeus físicos” (numa alusão aos filhos de Israel), e os “judeus espirituais”. Um “gentio salvo”,assim como um “judeu salvo”, seriam “judeus espirituais”.
- O Judaísmo Nazareno crê que a grande, esmagadora maioria dos seguidores não-judeus de Yeshua são de fato israelitas – mais especificamente, efraimitas (descendentes das 10 tribos),que foram dispersos entre as nações gentílicas a partir de 721 AC. Eles um dia foram “lo ami”(considerados como não sendo povo de D-us), mas foram restaurados (vide 2 Kefá/Pedro 2:10)conforme a promessa de Hoshea (Oséias), através do Messias de Israel. Estes “gentios” na verdade são israelitas, e foram lavados, remidos e despertados para sua identidade israelita através do cumprimento das promessas em Yeshua HaMashiach. Seu reconhecimento com semente de Efraim e sua união com Yehudá (Judá) é importante para a restauração do Reino.Vale porém ressaltar que o Judaísmo Nazareno não afirma que eles se tornaram “judeus” ou substituem a Yehudá (Judá). O Judaísmo Nazareno busca a união das duas casas de Israel(Yehudá e Efraim).
3 - SALVAÇÃO
- O Judaísmo Messiânico vê o reajuntamento, a identificação, e as alegações dos crentes não-judeus de que são efraimitas como uma heresia. Crêem que o conceito de duas casas de umaúnica entidade, Israel, é “salvação por DNA”, ou “salvação por sangue”, ao invés de ser salvação pela graça através da fé. Pensam que os que crêem nas duas casas pregam que asalvação é só para Israel, isto é, que os gentios não teriam salvação. Eles crêem na realidadeda salvação no sangue de Yeshua, mas negam a realidade do reajuntamento de Israel (as 10 tribos que estavam afastadas) como sendo parte da salvação. Infelizmente, em muitas comunidade acaba se criando “duas classes” de salvos, os “salvos judeus” e os “salvosgentios”.
- O Cristianismo vê a salvação como sendo também pela graça através da fé, pelo sangue do Messias Yeshua. Crê, embora isso não seja dito de forma muito aberta por razões políticas,que o Israel físico que não “se converter” vai direto pro inferno. Muitas vezes igualam o “crer em Yeshua” como o “se tornar cristão”, e vêem a salvação como forma de uma pessoa passar a pertencer ao “Israel espiritual”. Costumam ignorar a questão efraimita como um todo.
- O Cristianismo vê a salvação como sendo também pela graça através da fé, pelo sangue do Messias Yeshua. Crê, embora isso não seja dito de forma muito aberta por razões políticas,que o Israel físico que não “se converter” vai direto pro inferno. Muitas vezes igualam o “crer em Yeshua” como o “se tornar cristão”, e vêem a salvação como forma de uma pessoa passar a pertencer ao “Israel espiritual”. Costumam ignorar a questão efraimita como um todo.
- O Judaísmo Nazareno, ao contrário do que pensam alguns de nossos opositores, vê a salvação como sendo uma dádiva gratuita a todo aquele que crê. Cremos na mesma salvação pela graça, por meio da fé. Contudo, o Judaísmo Nazareno ensina que de fato a semente de Efraim cumpriu a profecia de uma multiplicidade dada aos patriarcas, e vê o reajuntamento das“ovelhas perdidas” como de fato sendo um cumprimento literal de uma promessa, e crê sim que a grande maioria dos salvos são de fato descendentes físicos das 10 tribos, restaurados pela fé em Yeshua. Contudo, admite-se também que existem aqueles que não são de origem israelita(embora minoria), mas que ao aceitarem o D-us de Israel, e o Messias de Israel, passam afazer parte de Israel, sem distinções. Rejeitamos qualquer parede de separação no povo de D-us.
4 – COMUNIDADE DE ISRAEL
- O Judaísmo Messiânico vê a comunidade de Israel como sendo formada pelos judeus messiânicos mais “a igreja gentílica”, enxertada em Israel. Dentro da comunidade de Israel,contudo, o Judaísmo Messiânico muitas vezes faz distinção entre judeus e não-judeus,tratando-os como entidades separadas, apesar das alegações do contrário. Muitas comunidades, embora isto esteja gradativamente mudando, crêem em dois padrões, um para a“igreja gentílica” e outro para o movimento messiânico. A Torá é um privilégio e um “fardo” que somente os judeus messiânicos podem carregar e participar. Alguns grupos dizem que os“gentios” não devem praticar a Torá. Outros dizem que podem, mas é opcional.
Normal mente recomendam as “leis noéticas” rabínicas, ou os requisitos de Atos 15.
- O Cristianismo, embora possa não admitir isto na teoria, na prática crê que são os “judeus salvos” que se enxertam na “Igreja”, ao contrário do que diz Romanos 11. Normalmente não só não crêem na prática da Torá, como muitas vezes até encorajam judeus “convertidos” a deixarem de lado esta prática. Crêem que a graça é “incompatível” com as “leis de Moisés”.
- O Judaísmo Nazareno crê que todos na comunidade de Israel, incluindo judeus, efraimitas restaurados e conversos ao povo de Israel, têm todos os privilégios de cidadania. Crê que é mais importante a pertinência ao corpo do Messias (Israel) do que uma distinção entre tribos,ou mesmo entre quem é natural e quem é convertido a Israel. Todos os membros do corpo são israelitas, seja por nascimento (judeus e efraimitas, a grande maioria do corpo) ou por adoção(gerim – convertidos). Israel sempre foi, e sempre será o povo da aliança. Não existe Israel físico e Israel espiritual, mas sim um único Israel. Todos os israelitas devem se esforçar ao máximo para viverem na Torá, e são responsáveis por isto à medida em que vão aprendendo. Aos efraimitas, que estão retornando, o Conselho dos Nazarenos em Atos 15 deu a recomendação de começar com um padrão mínimo, e irem evoluindo à medida em que aprendiam a Torá nas sinagogas (vide Atos 15:21). Não existe distinção entre um judeu nazareno e um israelita nazareno.
5 – ISRAEL FÍSICO X ISRAEL ESPIRITUAL
- Na teoria, o Judaísmo Messiânico é radicalmente contra a noção de “Israel Físico” x “Israel Espiritual”. O Judaísmo Messiânico corretamente diz que só existe um Israel. Porém, na prática, muitos grupos ao crerem em uma entidade chamada “Igreja” acabam adotando a mesma crença em um “Israel Físico” e outro “Espiritual”, porém com uma mudança terminológica. Contudo, em comparação com o Cristianismo, o Judaísmo Messiânico tem o ponto positivo, de ser fortemente contrário à maligna teologia da substituição, a qual diz que Israel foi substituído pela Igreja. Porém, mesmo que sem terem a intenção, ao crerem numa entidade à parte chamada “Igreja”, acabam continuidade à batalha entre Yehudá (Judá) eEfraim pelo reconhecimento como sendo o “Israel legítimo”. Infelizmente, o Judaísmo Messiânico tem contribuído fortemente para a parede de separação entre judeus e efraimitas.
- O Cristianismo tradicional crê na teologia da substituição. Trocando em miúdos: Israel falhou e foi substituída por uma entidade chamada “Igreja”, que é o Israel espiritual. Alguns grupos ainda reconhecem que há determinadas promessas feitas para o “Israel Físico”, outros grupos dizem que a “Igreja” se tornou herdeira das bênçãos de Israel (curiosamente foi apenas das bênçãos, e não das aflições). Crêem que esse “Israel Espiritual” é formado por “judeus espirituais”, ou seja, cristãos.
- O Judaísmo Nazareno crê que não existem duas noivas do Messias, e também que D-us não pode ter duas esposas. Como D-us já escolheu a Israel como esposa, não a rejeitará. A noivado Messias, o corpo do Messias, é Israel. A noiva é composta por judeus e por efraimitas, quer conheçam suas origens quer estejam sendo restaurados. A casa de Yehudá (Judá) e a casa deEfraim, os dois reinos dividos, são feitos um com a queda da parede de separação, e como Israel restaurado formam a noiva do Messias. Como já dissemos antes, os gentios que se achegam à fé em sua grande maioria são efraimitas, isto é, descendentes das 10 tribos dispersas. Existem também gentios não-efraimitas, mas que se tornam israelitas por opção, ao desejarem se juntar ao povo de Israel como fizeram Ruth e Rahav (Raabe). Não existemisraelitas físicos e outros espirituais. Existem apenas israelitas físicos, espiritualmente restaurados. Esta nação única é o Israel físico e espiritual. Portanto não existe sentido nesta briga entre Yehudá (Judá) e Efraim, que começou logo depois do reinado de Shlomo HaMelech(o rei Salomão), mas que há de acabar.
6 – DISTINÇÕES RACIAIS
- O Judaísmo Messiânico frequentemente alega não fazer distinções raciais no corpo do Messias, mas isso nem sempre é verdade em todas as congregações. A noção de que “judeus e gentios” foram grupos de pessoas diferentes muitas vezes gera uma divisão. Termos como“judeu messiânico” e “gentio messiânico” são frequentes, enfatizando uma diferença nacional e étnica no povo de D-us. Infelizmente, o Judaísmo Messiânico permanece no mesmo erro de se recusar a ver o retorno dos efraimitas, as ovelhas perdidas da casa de Israel que estavam dispersas e misturadas entre as nações. O grau de distinção nas comunidades messiânicas varia muito. Em algumas, preticamente não há distinção. Em outras, ocorrem distinções dentro da congregação. Outras ainda chegam a recomendar que os gentios fiquem em suas “igrejas”,deixando as sinagogas para os judeus.
- Embora o Cristianismo leve vantagem sobre o Judaísmo Messiânico ao não fazer diferenciação nas congregações, existe ainda muita discriminação e anti-semitismo nas igrejas cristãs. Como o Cristianismo é muito diversificado, isto varia muito de igreja para igreja. Mas,no geral, vêem os judeus como um povo que, não crendo no Messias, se não se arrepender irápara o inferno. Esquecem-se de que a rejeição dos judeus é parte do plano de D-us para restaurar as nações. Esquecem-se de que D-us prometeu salvar a todo Israel. Normalmente, o Cristianismo realiza um verdadeiro holocausto espiritual tentando “converter” os judeus ao Cristianismo.
- O Judaísmo Nazareno crê que quando os membros do corpo se dão conta de que, sendo judeus, efraimitas, ou mesmo israelitas por opção, na realidade agora são parte da comunidade de Israel, a questão da raça perde importância. Somos todos o mesmo povo ao qual D-ussempre amou e do qual D-us sempre cuidou. Rav. Sha’ul (Paulo), nos originais semitas, dizque “não existe judeu ou arameu”. A palavra “arameu” era frequentemente usada para se referir àqueles que haviam se dispersado na região da Assíria. Ou seja: as 10 tribos perdidas de Israel! Não importa a que tribo pertençamos, somos todos israelitas! Como semente de Avraham (Abraão), nossa nação (Israel) é uma nação de sacerdócio real. Portanto, o foco deixa de ser na lacuna entre dois grupos, e passa a ser na restauração do Reino de Israel, em sua plenitude, conforme prometido pelos profetas! O conceito de “dois corpos”, ou “dois grupos”, ou ainda um “Israel físico” e outro “espiritual”, são divisões dos homens, doutrinas destrutivas, fruto da imaginação de grupos religiosos, e que não se encontra em lugar algumnas Escrituras. Tão certo quanto só há UM D-us, UMA Palavra, e UM Messias, só existe UM povo escolhido.
- Embora o Cristianismo leve vantagem sobre o Judaísmo Messiânico ao não fazer diferenciação nas congregações, existe ainda muita discriminação e anti-semitismo nas igrejas cristãs. Como o Cristianismo é muito diversificado, isto varia muito de igreja para igreja. Mas,no geral, vêem os judeus como um povo que, não crendo no Messias, se não se arrepender irápara o inferno. Esquecem-se de que a rejeição dos judeus é parte do plano de D-us para restaurar as nações. Esquecem-se de que D-us prometeu salvar a todo Israel. Normalmente, o Cristianismo realiza um verdadeiro holocausto espiritual tentando “converter” os judeus ao Cristianismo.
- O Judaísmo Nazareno crê que quando os membros do corpo se dão conta de que, sendo judeus, efraimitas, ou mesmo israelitas por opção, na realidade agora são parte da comunidade de Israel, a questão da raça perde importância. Somos todos o mesmo povo ao qual D-ussempre amou e do qual D-us sempre cuidou. Rav. Sha’ul (Paulo), nos originais semitas, dizque “não existe judeu ou arameu”. A palavra “arameu” era frequentemente usada para se referir àqueles que haviam se dispersado na região da Assíria. Ou seja: as 10 tribos perdidas de Israel! Não importa a que tribo pertençamos, somos todos israelitas! Como semente de Avraham (Abraão), nossa nação (Israel) é uma nação de sacerdócio real. Portanto, o foco deixa de ser na lacuna entre dois grupos, e passa a ser na restauração do Reino de Israel, em sua plenitude, conforme prometido pelos profetas! O conceito de “dois corpos”, ou “dois grupos”, ou ainda um “Israel físico” e outro “espiritual”, são divisões dos homens, doutrinas destrutivas, fruto da imaginação de grupos religiosos, e que não se encontra em lugar algumnas Escrituras. Tão certo quanto só há UM D-us, UMA Palavra, e UM Messias, só existe UM povo escolhido.
7 – A RESTAURAÇÃO DO REINO DE ISRAEL
- O Judaísmo Messiânico tem crenças variadas a este respeito. Alguns crêem que este evento já ocorreu, ou no tempo do rei Josias, ou no tempo em que Yehudá (Judá) retornou daBabilônia. Outros crêem que isto ocorreu com o retorno dos judeus a Israel em 1948. Outros ainda crêem que a restauração está ocorrendo gradativamente, e que culminará no reajuntamento das 10 tribos perdidas no advento do Messias.
- O Cristianismo, por normalmente minimizar a questão do que eles chamam de “Israel Físico”,normalmente não dá muita importância à questão. Alguns grupos atualmente ainda olham para Israel como sendo o cronômetro para o fim-dos-tempos. Contudo, pouco é dito acerca do reajuntamento das tribos perdidas.
- O Judaísmo Nazareno crê que esta restauração esteja sendo gradativa, mas que ainda não tenha ocorrido devido a uma série de fatores. Primeiramente, os talmidim (discípulos)perguntaram a Yeshua quando isto ocorreria, portanto o evento não poderia ter sido o retornode Yehudá (Judá) na época do rei Josias, ou da Babilônia. Da mesma forma, o Judaísmo Nazareno crê que o retorno de Yehudá (Judá) à terra prometida em 1948 é um passo nesta direção, assim como também é um passo nesta direção a restauração gradativa de Efraim. Contudo, o evento descrito em Ezequiel 37 é um reajuntamento e um retorno completo, de todas as tribos, e não um reajuntamento parcial somente de Yehudá (Judá). Além disto, a restauração será acompanhada da gravação das leis de D-us no coração, e do fim do pecado.Isto só ocorrerá quando o Messias retornar. Atualmente, Efraim ainda ama o paganismo, oculto ao deus-sol, e Yehudá (Judá) ainda está imerso em esoterismo. A plenitude ocorreráquando o Messias regressar, quando a grande maioria em Yehudá (Judá) o aceitará como rei,para reinar sobre todo o Israel.
- O Cristianismo, por normalmente minimizar a questão do que eles chamam de “Israel Físico”,normalmente não dá muita importância à questão. Alguns grupos atualmente ainda olham para Israel como sendo o cronômetro para o fim-dos-tempos. Contudo, pouco é dito acerca do reajuntamento das tribos perdidas.
- O Judaísmo Nazareno crê que esta restauração esteja sendo gradativa, mas que ainda não tenha ocorrido devido a uma série de fatores. Primeiramente, os talmidim (discípulos)perguntaram a Yeshua quando isto ocorreria, portanto o evento não poderia ter sido o retornode Yehudá (Judá) na época do rei Josias, ou da Babilônia. Da mesma forma, o Judaísmo Nazareno crê que o retorno de Yehudá (Judá) à terra prometida em 1948 é um passo nesta direção, assim como também é um passo nesta direção a restauração gradativa de Efraim. Contudo, o evento descrito em Ezequiel 37 é um reajuntamento e um retorno completo, de todas as tribos, e não um reajuntamento parcial somente de Yehudá (Judá). Além disto, a restauração será acompanhada da gravação das leis de D-us no coração, e do fim do pecado.Isto só ocorrerá quando o Messias retornar. Atualmente, Efraim ainda ama o paganismo, oculto ao deus-sol, e Yehudá (Judá) ainda está imerso em esoterismo. A plenitude ocorreráquando o Messias regressar, quando a grande maioria em Yehudá (Judá) o aceitará como rei,para reinar sobre todo o Israel.
8 – TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO
O Judaísmo Messiânico rejeita a teologia da substituição com todas as suas forças, e faz tudo o que pode para eliminar esta doutrina de demônios dos meios teológicos. Contudo, trágica e ironicamente, acaba incidentalmente a fomentando quando propaga a idéia errada de queexiste um grupo chamado "Igreja" distinto de Israel.
- No Cristianismo, a teologia da substituição é extremamente comum.Embora alguns grupos já estejam começando a abrir os olhos e rever esta crença, a grande maioria das igrejas ainda propaga esta doutrina de que os cristãos são o "Israel Espiritual". Esta doutrina anti-semita, demoníaca e sem base bíblica tem sido o principal motivo para a perseguição tanto física (cruzadas, inquisições, etc.) quanto espiritual (evangelismo agressivo, conversões, etc.) dos judeus. É com base nesta doutrina diabólica que chegam à conclusão de que a "Igreja"será arrebatada antes da tribulação (algo que não tem base bíblica alguma) e que Israel "se lascará sozinho" durante o reinado do antimessias.
- Como o Judaísmo Nazareno crê que Israel sempre foi e sempre será o mesmo, física e espiritualmente, e que os que seguem a Yeshua ou sãoefraimitas restaurados (grande maioria) ou pessoas que se tornaram israelitas por opção, deixa de fazer sentido a idéia de uma possívelteologia da substituição. A idéia de que existam "duas noivas" ou"dois corpos" é uma doutrina estranha propagada pelo inimigo para trazer divisão em Israel. Tal qual o Judaísmo Messiânico, o Judaísmo Nazareno é radicalmente contra a diabólica teologia da substituição.Porém, ao contrário do Judaísmo Messiânico, o Judaísmo Nazareno propõe uma solução teológica que não faz distinção de raças.
- O Judaísmo Messiânico rejeita a teologia da substituição com todas as suas forças, e faz tudo o que pode para eliminar esta doutrina de demônios dos meios teológicos. Contudo, trágica eironicamente, acaba incidentalmente a fomentando quando propaga a idéia errada de queexiste um grupo chamado “Igreja” distinto de Israel.
- No Cristianismo, a teologia da substituição é extremamente comum. Embora alguns grupos já estejam começando a abrir os olhos e rever esta crença, a grande maioria das igrejas ainda propaga esta doutrina de que os cristãos são o “Israel Espiritual”. Esta doutrina anti-semita, demoníaca e sem base bíblica tem sido o principal motivo para a perseguição tanto física(cruzadas, inquisições, etc.) quanto espiritual (evangelismo agressivo, conversões, etc.) dos judeus. É com base nesta doutrina diabólica que chegam à conclusão de que a “Igreja” será arrebatada antes da tribulação (algo que não tem base bíblica alguma) e que Israel “se lascará sozinho” durante o reinado do antimessias.
9 – SHABAT E MOEDIM
- O Judaísmo Messiânico procura observar o Shabat, Rosh Chodesh (Lua Nova) bem como osdemais festivais bíblicos apontados pelo Eterno, e descritos na Torá. Porém, normalmentedizem que para os “gentios” esta celebração é vista como opcional.
- O Cristianismo, salvo raras exceções, normalmente não observa os festivais do Eterno. Ao invés disto, observa festas da tradição romana (Natal, Páscoa, domingo, etc.) que infelizmente possuem raízes no paganismo. Em alguns casos mais extremados, a celebração das festas do Eterno chega a ser vista como algo errado, fruto de quem “não está na graça”.
- O Judaísmo Nazareno também procura observar o Shabat, Rosh Chodesh (Lua Nova) bemcomo os demais festivais bíblicos apontados pelo Eterno, e descritos na Torá, e enfatiza que todos aqueles que amam ao Eterno devem participar de tais celebrações.
10 – OBSERVÂNCIA DA TORÁ
- Neste ponto, também há divergências dentro do Judaísmo Messiânico. Alguns grupos crêem que a observância da Torá para os “gentios” é totalmente opcional, e que a insistência de que os “gentios” devam observar a Torá é legalismo. Normalmente estes grupos ignoram que a própria Torá proíbe termos “duas leis” distintas. Ou seja: proíbe a criação de classes no Reino.
Estes grupos costumam manter a muralha que foi erguida em volta da Torá pelo Judaísmo tradicional, tornando-a um privilégio apenas para judeus ou, no máximo, para alguns “gentios”que têm um “chamado especial”. Outros grupos já reconhecem que Atos 15 estabelece um mínimo para que o “gentio” aprenda a Torá gradualmente, e que a Torá é para todo o povo de D-us.- O Cristianismo tradicional rejeita a Torá. Da Torá, mantêm apenas 12 mandamentos: os “9mandamentos” (isto é, os 10 menos o Shabat), o de amar ao próximo como a si mesmo, o de amar a D-us sobre todas as coisas, e o do dízimo. Os demais mandamentos são descartados sem o menor critério. O Cristianismo tradicional confunde lei com legalismo, e acha que o problema está nas leis de D-us. Alguns grupos minimizam a observância da Torá, outros adescartam, outros ainda crêem que quem observa a Torá “caiu da graça”.
- O Judaísmo Nazareno crê que existe somente uma Torá para o povo de D-us. Tanto judeus,quanto efraimitas restaurados (que representam a maioria dos que crêem), quanto israelitaspor opção devem guardar a Torá. O Judaísmo Nazareno reconhece que Atos 15 recomenda que aos novos na fé, deve ser dado o leite, e que gradativamente os mesmos devem ser ensinados na Torá. Uma vez que se atinja a maturidade, é não somente um privilégio observar a Torá, como é mandamento divino. A Torá foi dada a todos os filhos de Israel e, através da dispersão de Efraim, foi oferecida em todas as nações. Agora, a Torá pode ser cumprida em seu pleno propósito através da fé em Yeshua HaMashiach. Todos os filhos de Israel devem lembrar que a Torá foi dada a nossos pais no Monte Sinai de forma eterna e irrevogável.
CRISTIANISMO, JUDAÍSMO MESSIÂNICO E JUDAÍSMO NAZARENO – PARTE II
Por Sha’ul Bentsion(Baseado parcialmente em estudo do Rav. Moshe Koniuchowsky)
11 – PAULO
- O Judaísmo Messiânico rejeita a falsa premissa de que Rav. Sha’ul (Paulo) teria falado contrao cumprimento das mitsvot (mandamentos) da Torá. Alguns grupos crêem que Rav. Sha’ul(Paulo) falou apenas contra o “forçar um gentio” a cumprir a Torá, demonstrando ao pcionalidade da mesma para os não-judeus. Outros grupos crêem que Rav. Sha’ul (Paulo)falou contra o legalismo rabínico, e não contra a Torá, e que Rav. Sha’ul (Paulo) não era contraos “gentios cumprirem a Torá”, muito pelo contrário. Ambos reconhecem que Rav. Sha’ul(Paulo) viveu uma vida reta, como um judeu zeloso e cumpridor da Torá, e que Rav. Sha’ul(Paulo) jamais falou contra a Torá, mas sim contra o mau uso da mesma.
- O Cristianismo vê na teologia paulina uma exaltação da graça acima da lei. O Cristianismo normalmente crê que não estamos mais na “dispensação da lei”, mas sim na “dispensação da graça”. Normalmente passagens do Tanach (Primeiro Testamento) que mostram que sempreestivemos na graça, e que a Torá é eterna costumam ser minimizadas. Curiosamente, o Cristianismo não vê problemas na sua interpretação de Rav. Sha’ul (Paulo) contradizer revelação anterior, pois há uma ênfase maior na revelação do “Novo” Testamento do que na do“Velho” Testamento.
- O Judaísmo Nazareno também rejeita a falsa premissa de que Rav. Sha’ul (Paulo) tenhafalado contra a Torá. O Judaísmo Nazareno mantém que as “leis” condenadas pelas Escrituras como sendo um jugo pesado são, segundo a própria definição de Yeshua, leis rabínicas, e nãoleis da Torá. O Judaísmo Nazareno mantém então posição semelhante ao Judaísmo Messiânico de que o problema estava no legalismo rabínico, e não nas leis de D-us. O Judaísmo Nazareno mantém ainda que existem versículos suficientes em todas as Escrituras que demonstram que quem ama a D-us deve, por amor, guardar a Torá, a medida em que vai aprendendo da mesma.
12 – TRADIÇÕES JUDAICAS
- O Judaísmo Messiânico enfatiza bastante a questão das tradições judaicas, e procura segui-las ao máximo. O Judaísmo Messiânico reconhece a grande importância das tradições na cultura e identidade dos judeus. Contudo, em alguns grupos, a cultura judaica é enfatizada acima da Torá. Em certos casos, mesmo quando a tradição de nossos pais, por decisões rabínicas, fere a Torá, as tradições são seguidas acima da Torá. Um exemplo disto é o uso dos fios puramente brancos nos tsitsiyot (as franjas do talit), quando a Torá determina que um dos fios seja azul. Frequentemente, a chamada “Torá Oral”, que o próprio Judaísmo Messiânico reconhece não existir, é usada como desculpa para esta atitude.
- O Cristianismo mais tradicional não tem muito interesse, a não ser por talvez um pouco decuriosidade, nas tradições judaicas. O problema principal é quando o Cristianismo confunde atradição judaica com a Torá. Uma coisa é a imposição de uma cultura, o que é errado à luz dasEscrituras. Outra coisa é pregar a obediência aos preceitos bíblicos da Torá. Quem prega aTorá, que nada mais é do que Bíblia pura e simples, é frequentemente chamado de“judaizante”.
- O Judaísmo Nazareno também reconhece o valor e a importância da cultura judaica, até mesmo no entendimento de certas passagens bíblicas. Contudo, o Judaísmo Nazareno enfatiza a observância da Torá acima de qualquer tradição. Se alguma tradição minimiza ou viola a Torá, então para o Judaísmo Nazareno prevalece a observância da Torá. O Judaísmo Nazareno também reconhece que ninguém é obrigado a cumprir as mitsvot (mandamentos) daTorá da “forma judaica”, desde que os mandamentos sejam cumpridos. Valorizamos e procuramos por uma questão cultural sempre que possível manter a identidade judaica e aforma tradicional de cumprir as mitsvot (mandamentos), e ainda procuramos manter a cultura judaica mesmo quando não há mitsvá (mandamento) envolvido. Contudo reconhecemos que aúnica coisa que tem autoridade sobre nós em termos de prática são as mitsvot (leis) de D-us. Acultura é um elemento importante, mas opcional.
13 – AS DEZ TRIBOS
- O Judaísmo Messiânico possui visões bem variáveis a respeito deste assunto. A maiorianormalmente crê que as dez tribos deixaram de existir como nação identificável e que os indivíduos que mantiveram sua identidade foram absorvidos por Yehudá (Judá). A maioriaportanto crê que os judeus da atualidade são a nação visível, reunida e reconstituída de Israel, produto do reajuntamento de todas as 12 tribos. Estas 12 tribos da atualidade são conhecidos apenas como ‘judeus’, e portanto não haveria necessidade de um novo reajuntamento da Casa de Israel. Alguns grupos messiânicos contudo vêem o reajuntamento das 10 tribos de Israel como um evento futuro, que ocorrerá na segunda vinda do Messias.
- O Cristianismo tende a minimizar a questão, pois não há muito enfoque no “Israel físico”. As promessas do “Israel físico” teriam passado para o “Israel espiritual”. Dentre os que crêem quehá promessas para o “Israel físico”, a maioria também vê o retorno ao Estado de Israel como sendo o cumprimento desta profecia.
- O Judaísmo Nazareno crê que a nação de Israel ainda não foi totalmente restaurada. Ambas as casas encontram-se ainda em estado de cegueira espiritual, até a consumação dos tempos. Yehudá (Judá) continua fundamentalmente (e propositadamente) cego com relação ao Messias Yeshua, até que o tempo de Efraim possa se completar. Esta cegueira foi a forma que D-us encontrou para restaurar Efraim. Já Efraim continua, como dizem as Escrituras, amando o paganismo. Mesmo tendo sido salvos no Messias Yeshua, a grande maioria de Efraim ainda se encontra imersa no paganismo romano. O Judaísmo Nazareno crê que tanto a restauração de Yehudá (Judá) quanto a de Efraim está se dando aos poucos. A restauração de Yehudá (Judá)está se dando à medida que os judeus começam a reconhecer em Yeshua o Messiasprometido. A restauração de Efraim (a chamada “plenitude dos gentios” – promessa dada a Efraim pelo patriarca Ya’akov/Jacó) está ocorrendo a partir do momento em que Yeshua temfeito as boas novas da restauração se propagarem pelas nações em busca das ovelhas perdidas da Casa de Israel. O Judaísmo Nazareno não crê que as 10 tribos estejam totalmente perdidas, mas apenas “escondidas” entre as nações, mas sendo restauradas no Messias.
14 – O TABERNÁCULO DE DAVID
- O Judaísmo Messiânico crê que o Tabernáculo de David se refere apenas à Casa de Yehudá(Judá), isto é, ao povo judeu. Portanto para trazer a reconciliação bíblica nestes últimos dias,deve ser feito um esforço para reconciliar os judeus com a “Igreja”, trazendo a “Igreja” de volta às suas “raízes judaicas”. O Judaísmo Messiânico é muito ativo na restauração destes dois“corpos” de D-us, praticamente admitindo ou que a teologia da substituição está correta, ou que existam “duas noivas” do Messias.
- O Cristianismo crê que a restauração do Tabernáculo de David se deu com a “restauração da fé” através da criação da “Igreja”, que seria o “Israel Espiritual”. O cumprimento profético da restauração do Tabernáculo de David seria apenas no âmbito espiritual. Para dar sentido à sua teologia, é muito comum no Cristianismo a “espiritualização” de muitas promessas que se refiram a Israel.
- O Judaísmo Nazareno crê que histórica e biblicamente o Tabernáculo de David sempre foidefinido como sendo Israel, e que portanto uma restauração do Tabernáculo de David seria uma restauração do povo de Israel tal qual ele era no tempo durante o qual David reinou e,consequentemente, estabeleceu o seu Tabernáculo. Naqueles tempos, o povo de Israel era um. Quando houve a separação do Reino do Norte (Israel/Efraim) e do Sul (Yehudá), D-us prometeu que o povo um dia seria restaurado. O Judaísmo Nazareno é muito ativo no sentido de promover a restauração, através do Messias Yeshua, deste relacionamento atualmente ferido entre as duas Casas de Israel, que culminará profeticamente na restauração do Reino de Israel. O Judaísmo Nazareno crê que a restauração na irmandade de Israel é bíblica e crê queo conceito cristão de que exista uma “Igreja” distinta de Israel, ou conhecida como “Israel Espiritual”, como sendo demoníaco, anti-bíblico e fictício. O Judaísmo Nazareno também rejeita a noção de que os judeus teriam status especial no Reino de Israel restaurado, pois não há base bíblica para distinção entre israelitas.
15 – CONVERSÕES AO JUDAÍSMO
- O Judáismo Messiânico crê que a única forma de uma pessoa se tornar parte de Israel éatravés de uma conversão ao Judaísmo. O pior disto tudo é que muitos grupos sequer possuem “ritual de conversão”, forçando os que desejam se juntar a Israel a se submeterem a uma conversão tradicional (ortodoxa ou reformista). Alguns grupos aceitam “conversões messiânicas”, outros somente “conversões tradicionais”, outros ainda apenas “conversões ortodoxas”. Infelizmente, esta crença e prática estão arraigadas na falsa premissa de que apenas o povo judeu é Israel, e que consequentemente não há israelita que não seja judeu.Esta crença e prática também, além de frontalmente contrária às Escrituras, é arrogante e exclusivista, e só faz fomentar a criação de classes no Reino.
- Se o Cristianismo por um lado possui a vantagem de não fazer distinção de classes, por outro exige um tipo de conversão que fatalmente significa para o judeu ter que abandonar totalmente suas tradições e também trocar a Torá por uma fé anti-nomiana. Chega-se muitas vezes adizer que a pessoa deixou de ser judeu para se tornar cristão. A prática da violação da Torá muitas vezes é até incentivada para que o judeu prove que “se converteu de coração”. Tal prática conversória é um verdadeiro holocausto espiritual.
- O Judaísmo Nazareno entende que algumas pessoas optem por fazer o processo de conversão, desde que não neguem a Yeshua, apenas para que sejam reconhecidos pelacomunidade judaica tradicional, ou para que tenham direito a fazer aliá (irem morar em Israel).Contudo, o Judaísmo Nazareno rejeita completamente a noção de que uma conversão é necessária para que a pessoa se torne parte de Israel. O Judaísmo Nazareno reconhece que aqueles que se aproximam de Yeshua são, em sua maioria, efraimitas que estão tendo suas raízes restauradas, ou, embora em menor escala, pessoas que desejam se unir a Israel. As Escrituras não dão base para nenhum ritual de conversão para adoção como parte de Israel, além da conversão ao D-us de Israel. A idéia de conversão não só é uma invenção humanaarrogante, discriminatória e que diminui a importância da graça de D-us, como ainda, na melhor das hipóteses, representa uma “mudança de lado” dentro de uma mesma família. Ou seja, não faz o menor sentido espiritualmente falando, nem torna a pessoa mais ou menos israelita aos olhos de D-us.
16 - KASHRUT
- O Judaísmo Messiânico de um modo geral costuma seguir a kashrut (leis alimentares)puramente bíblica, tal qual o evitar porco e camarão. Alguns segmentos, embora minoritários, seguem a halachá rabínica e separam carne do leite. Este segmento contudo é minoria no Judaísmo Messiânico.
- O Cristianismo tradicional crê que Yeshua anulou as leis da kashrut, e que portanto D-us nãose importaria com a nossa alimentação.
- O Judaísmo Nazareno também costuma seguir a kashrut (leis alimentares) puramente bíblica. Alguns grupos optam por seguir a halachá rabínica de separação de carne e leite apenas por uma questão de convivência com a comunidade judaica local. Porém o Judaísmo Nazareno tem como bem claro que a única coisa que tem verdadeira autoridade no assunto são asmitsvot (mandamentos) de D-us.
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